Como está a evoluir a área do Performance Management

Business Intelligence e Performance Management como se correlacionam?

Os procedimentos e as ferramentas utilizadas na monitorização da performance organizacional têm vindo a progredir substancialmente. Esta mudança – embora muitas vezes nos deparemos com alguma “falta de consciência organizacional” no que diz respeito a este assunto – deve-se essencialmente a 4 aspetos:

  1. Existência de práticas avançadas de monitorização nas organizações;
  2. Necessidade de utilização de métricas cada vez mais eficazes;
  3. Aspetos relacionados com o design de forma a potenciar maior perceção visual;
  4. Existência de sistemas de informação cada vez mais user friendly e interativos;

Análises, Dashboards, resumindo… Business Intelligence para que serve? De que forma se correlaciona com Performance Management? Destaco sempre 3 argumentos:

  1. Melhorar conhecimento e tratamento de dados e transformação em informação de qualidade;
  2. Monitorizar indicadores chave de performance;
  3. Melhorar processos de tomada de decisão e eficiência organizacional;

Práticas avançadas de monitorização nas organizações

O facto de evoluirmos nas práticas utilizadas de monitorização torna o processo de reporting interno mais célere, permitindo a alocação dos colaboradores em outras tarefas relacionadas com as suas competências e responsabilidades. Os registos são automáticos e centralizados, minimizando riscos de informação relevante ficar fora do âmbito da informação crítica e consequentemente afetar o processo de tomada de decisão. Adicionalmente potencia-se a compreensão de todos em geral dos conceitos gerais de gestão associados à monitorização e não apenas à gestão de topo.

Utilização de métricas mais eficazes

É necessário ressalvar o que é realmente importante: o que monitorizar. Os dados são transformados em informação de forma automática, o que permite melhorar aspetos relacionados com a análise, tornando-se mais percetível a causa dos desvios bem como os fatores críticos para o negócio. É possível medir as ações e os respetivos impactos, sendo que todos na organização têm uma noção clara do efeito da tomada de decisão.

O design Vs. perceção visual

A construção do Dashboard pressupõe o levantamento de requisitos, definição de KPI´s e a criação de um modelo de dados. No entanto, a importância do design do dashboards não deve ser menosprezada uma vez que é a técnica fundamental para melhorar a perceção visual da audiência, interna e externa à organização. Atendendo que o design tem disciplinas próprias que se ocupam exclusivamente da comunicação da informação de gestão, será fundamental evitar dashboards mal projetados que podem falhar naquilo que é o transmitir de ideias e informações úteis e, no pior cenário, eliminar informação chave do âmbito de análise e decisão.

Sistemas de informação user friendly e interativos

As ferramentas BI tornaram-se mais acessíveis pelo preço, mas também pelo facto de serem capazes de comunicar e serem mais responsivas com os seus utilizadores. Os sistemas são mais amigáveis e flexíveis e existe mais autonomia nas organizações ao nível dos utilizadores sobre os seus sistemas de informação.

A maioria das empresas, independentemente da dimensão, precisam ser flexíveis e possuir sistemas que proporcionem agilidade para se adaptarem às mudanças de mercado. O desafio torna-se mais aliciante em ambiente de PME´s uma vez que atualmente as mesmas podem ambicionar e competir lado a lado com as grandes empresas no que diz respeito ao investimento em ferramentas que potenciem melhores modelos organizacionais. O objetivo deste texto foi fornecer insights sobre como os aspetos de BI, nomeadamente relacionados com a gestão da informação, influenciam direta ou indiretamente a qualidade da gestão das organizações.

Autor: Ângelo Rêga (Consultor RCR) – Ver Perfil Linkedin


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