Key Performance Indicators (KPI´s)

Algumas das problemáticas com a aplicabilidade de um sistema de monitorização de Key Performance Indicators (KPI´s) nas empresas estão relacionadas com o facto de se dar demasiado foco nos resultados ao invés das causas que originam esses resultados e também devido ao excesso de informação nos relatórios de gestão.

Muitas empresas trabalham com medidas erradas, muitas das quais são incorretamente denominados indicadores de desempenho chave (KPIs). Aprofundando mais esta questão, afirmo que poucas são as organizações que realmente monitorizam os seus verdadeiros KPIs.

Existem três tipos de medidas de desempenho:

  1. Os principais indicadores de resultados (KRIs). São o resultado de muitas ações. Eles dão imagem clara se organização segue na direção certa. No entanto, eles não dizem quais as medidas corretivas para melhorar resultados.
  2. Os indicadores de desempenho (PIs). Indicam o que fazer.
  3. Os indicadores de desempenho chave (KPIs). Representam um conjunto de medidas focadas em aspetos de desempenho organizacional que são mais críticos para o sucesso atual e futuro da organização.

Muitas medidas de desempenho usadas nas organizações são, portanto, um mix inadequado destes três tipos de medidas.

David Parmenter faz uma analogia interessante, onde utiliza uma cebola para descrever a relação destas três medidas. A pele externa descreve a condição geral da cebola, a quantidade de sol, água e nutrientes que recebeu; ao descascar as camadas da cebola, encontramos mais informações. As camadas representam os vários indicadores de desempenho e o núcleo, os principais indicadores de desempenho.

Os gestores necessitam de ter a exata noção se as medidas que usam são capazes de gerar as respostas certas.

 Se determinado sistema de medição não estiver a conduzir aos resultados desejáveis deve-se refletir sobre o seguinte:

  • Estão os indicadores ajustados às necessidades de informação?
  • Monitoriza-se bem? Défice e excesso de informação não são benéficos neste processo.
  • As métricas monitorizadas são as que têm o maior impacto nos resultados desejados?
  • Existe boa capacidade de entender a informação e capacidade de ação?
  • Quais as mudanças a aplicar de forma a melhorar o sistema de gestão e desempenho interno?

Algumas ineficiências neste processo originam falhas nos processos de tomada de decisão. Com tantos dados gerados, acresce a complexidade para os gestores identificarem quais as métricas e dados mais importantes para o sucesso da empresa. Em suma, os dashboards precisam de se concentrar na informação critica e desejável (relevância e timing) para que se possa ter uma noção clara do desempenho da organização.

 

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Autor: Ângelo Rêga (Consultor RCR) – ver perfil Linkedin