As empresas vêm valor nos seus investimentos em “big data”?

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As empresas vêm valor nos seus investimentos em “big data”?

Recentemente deparei-me com um artigo que relata um estudo efetuado aos executivos das empresas “Fortune 1000” sobre os respetivos investimentos das suas empresas em “big data”. Os estudos relatam investimentos efetuados desde 2012 e eis os resultados: uma maioria – 48,4% – informam que suas empresas obtiveram resultados nos seus investimentos, com 80,7% dos executivos a afirmarem que os seus investimentos em “big data” foram bem sucedidos.

O que é “big data”?

Big Data é um termo que descreve o grande volume de dados — tanto estruturados quanto não-estruturados — com que as empresas lidam diariamente. Não é a quantidade de dados disponíveis que importa mas sim o que as organizações fazem com eles. O big data pode ser analisado para obter insights que levam a melhores decisões e ações estratégicas de negócio.” – SaS

Como os executivos relatam o uso de Big Data

Nos entrevistados incluem-se Presidentes, Chief Information Officers, Chief Analytics Officers, Chief Marketing Officers, and Chief Data Officers que representam 50 gigantes da indústria, incluindo American Express, Capital One, Disney, Ford Motors, General Electric, JP Morgan, MetLife, Nielsen, Turner Broadcasting , United Parcel Service e USAA.

O gráfico abaixo ilustra as grandes iniciativas tomadas, ou que estão em andamento:

Quais as medidas tomadas em relação a Big Data?

Das iniciativas tomadas, a redução de custos é a medida mais amadurecida, com quase metade de todos os executivos a indicarem que as suas organizações diminuíram as despesas como resultado direto dos investimentos em “Big Data”. No entanto, o estudo indica que as empresas também estão a realizar esforços destinados a mudar a forma como fazem negócio.

Apesar do entusiasmo do investimento e da ambição de aproveitar o poder dos dados para transformar as empresas, os resultados variam em termos de sucesso. As organizações ainda lutam para conseguir uma cultura “data driven“. Dos executivos que relataram iniciar este projeto, apenas 40,2% relataram ter tido sucesso. Grandes transformações levam tempo e, enquanto a grande maioria das empresas aspira ser “data driven“, é de esperar que as transformações culturais não ocorram ao ritmo dessas aspirações. Neste aspeto, os desafios para a maioria das empresas não estão relacionados com a tecnologia, mas sim com os obstáculos à adoção que dizem respeito a desafios culturais: alinhamento organizacional, resistência ou falta de entendimento e processos de gestão de mudança.

O que é ser uma organização “Data Driven”?

Modelos de gestão Data Driven são aqueles onde predomina a análise de dados para o planeamento estratégico e gestão operacional de uma empresa, focando essencialmente aspetos que melhoram os processos de tomada de decisão. Uma organização onde haja uma forte componente analítica, avalia informações relevantes do seu negócio de forma mais ágil e intuitiva, bem como proporciona tempos de resposta mais precisos na melhoria de processos e ações corretivas, bem como responder de forma mais concreta às exigências do mercado.

É um conceito que ganhou força através do desenvolvimento de tecnologias de Business Intelligence que permitem a recolha, processamento e análise de uma grande quantidade de dados.

Presentemente uma cultura empresarial assente na análise de dados, permite que as empresas explorem os seus dados, transformando-os em informação de qualidade, orientando-as para o valor acrescentado em diversas áreas da empresa: Marketing, Recursos Humanos, Finanças, Controlo de Qualidade, Vendas, etc.

Deseja tirar melhor proveito dos dados da sua empresa?

Big Data: Considerações Finais

Big Data” está a ser usada para melhorar a eficiência operacional e a capacidade de tomar decisões informadas com base nas informações mais atualizadas.

A visualização de dados – através de dashboards sofisticados por exemplo – torna-se uma obrigação para as empresas, pois ajudam os gestores e decisores a digerir rapidamente as informações mais relevantes. A combinação gráfica e analítica significa que os utilizadores, independentemente do nível hierárquico, não só podem visualizar como a sua organização está a executar em tempo real, como também os possibilita de tomar as ações necessárias para implementar medidas corretivas, bem como aproveitar novas oportunidades de negócio. É uma abordagem eficaz em termos de resultados: passar somente a atuar num contexto de “informação de qualidade”.

Em Portugal, as grandes empresas seguem a tendência apresentada neste estudo, no entanto, os conceitosBig Data”, “Business Intelligence e afins para as PME´s Portuguesas ainda levantam algumas questões que servem de entrave ao investimento neste tipo de tecnologias.

Será que o montante a investir acarreta de facto vantagens competitivas para o seu negócio? A verdade é que cada vez mais estas ferramentas estão acessíveis e mais importante, enquadradas e preparadas para corresponder às exigências das PME´s fazendo com que este desafio se torne mais aliciante visto que podem ambicionar e competir lado a lado com as grandes empresas no que diz respeito ao investimento em ferramentas que potenciem melhores modelos organizacionais.


Autor: Ângelo Rêga (Consultor RCR) – ver perfil Linkedin

Saiba como as Pequenas e Médias Empresas podem obter vantagens através de Big Data
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